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:: Segunda-feira, Outubro 23, 2006 ::
Mais um casamento
Agora foi do Lata! Diversão pra galera toda, quem não compareceu foi otário...

:: Quinta-feira, Outubro 19, 2006 ::
Ainda sobre a viagem
Engraçado como gente mal educada tem no mundo inteiro. Eu e Nanda estávamos no avião, indo de Lisboa para Londres, onde faríamos conexão para voltar pro Brasil. O avião não estava lotado, tanto que a cadeira atrás da Fernanda estava vazia. Atrás de mim, um inglês que lembrava o Doc Brown do "De Volta para o Futuro", com aquele cabelo ridículo e esvoaçante.
Bem, o serviço de bordo passou e depois recolheu o lixo. A Nanda, grávida, decidiu inclinar o seu assento (aquela inclinação espetacular de classe econômica, de 90° para 88°) e como não havia ninguém atrás dela, nem se preocupou. Crash. O drink do inglês que estava sentado atrás de mim estava atrás da cadeira da Nanda, na beiradinha da mesinha, e caiu no colo dele e no chão. Logo virei para trás e pedi milhões de desculpas. Não foram aceitas. Ele começou a xingar, disse que a gente tinha que olhar antes de fazer aquilo, que aquilo era muito ruim, que a gente ia ver... Beleza. Ele levantou, foi se limpar. Quando voltou, ele enfiou o pé nas costas da minha cadeira, para me incomodar. Eu perguntei se ele achava que realmente havia necessidade de fazer aquilo. Ele respondeu: "fica quieto, seu português, porque nós estamos indo pra minha terra. Na Inglaterra as coisas não são como em Portugal não. Lá quem manda sou eu. E eu vou quebrar a sua cara no aeroporto." Inacreditável. Enquanto eu falava com o educadíssimo súdito da Rainha, a Nanda arrumou uns lugares lá atrás do avião e me chamou. Quando a aeromoça soube o que estava acontecendo ela perguntou se eu queria que ele fosse preso quando descesse no aeroporto, por ter me ameaçado, mas eu preferi não fazer nada, até porque podia atrasar minha volta pro Brasil por pouca coisa.
Moral da história? Não tem moral nenhuma, só que aquele cara ia ter que brigar muito pra me bater. Ele era velho, magrinho e baixinho. Ou ele era o Sr. Miyagi inglês, ou ia entrar no cacete, mesmo eu não sabendo brigar...
:: Segunda-feira, Outubro 16, 2006 ::
Carcassonne
Já cheguei da Europa há mais de um mês, mas só agora tive vontade de escrever esse post, sobre a cidade que eu mais gostei dentre as que ainda não conhecia. O nosso roteiro, dessa vez, levou 27 dias, 14 deles passados com o pai da Nanda e a esposa dele, a partir de Paris. Por isso é que repetimos determinadas cidades, já que eles, que nunca haviam ido à Europa, não podiam deixar de visitar Paris, Madri e Barcelona.
Eu e Nanda passamos por Londres, Windsor, Salisbury (até Stonehenge), Bath, Oxford, Cambridge, York, Edinburgo, Inverness (visitamos o Loch Ness e daí passamos por várias cidadezinhas do norte da Escócia, chegando até John O'Groats, o ponto mais ao norte da ilha), Paris, Versailles, o vale do Loire (passando por Amboise, Blois e os castelos de Chambord, Chenonceau e Cheverny), Carcassone - o objetivo primordial desse post -, Narbonne (a contragosto), Barcelona, Madri, Toledo, Fátima, Coimbra, Porto, Óbidos e Lisboa.
Algumas eu já conhecia da viagem do ano passado. A maioria não. Mesmo assim, acho que a que mais me impressionou foi mesmo Carcassonne. Demos muita sorte, pois chegamos bem cedinho à cidade. Assim, pudemos fazer a visita principal, em volta das muralhas, sem que houvesse nenhum outro turista além de nós. Ah, pra quem quiser saber, ela fica no sudoeste da França, razoavelmente próxima à fronteira com a Espanha. Vamos às fotos, pois:
Esta é a prova viva de que os franceses não são tão grossos assim, especialmente se você se esforça a falar a língua deles. Essa senhora nos interpelou oferecendo ajuda para encontrar nosso albergue, apesar de nós nem termos pedido. Ao fundo, no alto da colina, a cidade velha, motivo desse lugar ser tão especial. É uma verdadeira cidade medieval, com muros e castelo, preservadíssima. Tudo bem que houve uma intensa restauração no século XIX, mas mesmo assim o lugar é um resquício medieval.
Nessa foto temos a entrada principal da cidade velha. Eu e o Ricardo (meu sogro) penamos para subir a colina com essas mochilas (que continham a nossa bagagem e também a das mulheres). Aqui podemos ver, na sombra do sol nascente, a muralha externa da cidade, enquanto nós passeávamos entre ela e a muralha interna. Reparem que está tudo vazio. É porque são 7 e pouco da manhã. Às 11, isso aí estava um caos de turistas. Mais uma foto do passeio ao redor das muralhas, agora com uma das torres ao fundo. A catedral da cidade fica na cidade nova, que pode ser vista do alto.
Depois que as muralhas e o castelo foram construídos pelos franceses no século XII, a cidade nunca mais foi tomada por inimigos. Essa foto foi tirada de dentro do castelo. O pátio era utilizado como uma forma de defesa, já que, se os inimigos conseguissem ultrapassar as muralhas externas e internas, e ainda a primeira muralha do castelo (cuja face interna estamos contemplando na foto), eles sairiam neste local amplo, sem proteções, e seriam alvo fácil para os arqueiros entrincheirados nas ameias. Aqui, a visão lateral do mesmo local. À esquerda o castelo, no centro a ponte e à direita, fora da foto, aquele pátio.
Uma ruiva pra relaxar. E um delicioso cassoulet (ensopadinho de feijão branco, pato e porco) para encher a barriga.
O castelo visto da ponte velha, que fica na cidade nova, e do pé do morro. É, não devia ser mole invadir mesmo não...
Pra finalizar, a cidade à noite: a passagem entre as muralhas, a vista de fora com a lua cheia ao fundo e outra vista interna. Simplesmente foda.
Quem tiver saco, pode dar uma olhadinha num vídeo de 32 segundos que eu gravei nas muralhas de manhã.
Por tudo isso, acho que o slogan da cidade está mais do que correto. Il ne faut pas mourrir sans avoir vu Carcassonne.
:: Domingo, Outubro 08, 2006 ::
Evolução do nível alcoólico
Em duas fotos, da primeira e da segunda metades do casamento do Serjão, ontem.
Antes que minha mãe se assuste, esses tubinhos coloridos são simplesmente aqueles enfeites que brilham no escuro, que são distribuídos nas festas.
Comentários:
:: MÁRCIO ORDACGI 11:16 PM [+] ::
:: Sexta-feira, Outubro 06, 2006 ::
Alguém me responde essa?
Por que é que os carros estilo sedan não têm como opcional o limpador de pára-brisas traseiro? Podem reparar, só os carros hatch ou station wagon possuem este apetrecho. Qual o sentido disso? Contraria totalmente a lógica!
Vejam se vcs acompanham o meu raciocínio: os vidros traseiros dos carros sedan formam ângulos menores com o chão do que os dos carros hatch e SW. Em outras palavras os SW e hatch, que têm o limpador traseiro, possuem vidros com ângulos mais próximos dos 90°, ou seja, a água deve ficar menos retida neles do que nos carros sedan, com vidros que formam ângulos mais agudos. Quer dizer, se fosse para alguma espécie de carro ter os bendidos limpadores em detrimento das outras, a lógica aponta para limpadores em carros sedan e ausência deles em carros hatch e SW, pois nesses a gravidade ajuda o vidro a ficar ligeiramente mais seco.
Alguém sabe a razão verdadeira para essa falta de lógica?
Comentários:
:: MÁRCIO ORDACGI 11:15 PM [+] ::
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